O tipo de coisa que mais ocupa minha cabeça é justamente aquilo que, não importa o quanto eu pense, não parece ter resposta. Acho que isso não é nenhuma novidade, deve ser assim com todos nós. Apesar de não gostarmos de perder, nós odiamos ainda mais não ter o que vencer. Isso é um tanto quanto natural, nos ajuda a sobreviver. Se não temos anseios, se não buscamos respostas e novas conquistas, apodrecemos. Preferimos a derrota à complacência, mesmo que isso vá contra a nossa lógica. O mais estranho, eu suponho, é que nem mesmo conseguimos definir nossas vitórias de maneira firme. Não quero falar por todas as pessoas, mas eu mesmo não sei o que é que eu quero. Talvez, seguindo a ideia que eu falei, nem mesmo seja possível definir isso. Se eu consigo algo que quero, eu ainda quero essa coisa? Talvez eu não saiba lidar com esse sentimento de posse tão presente no mundo. Na realidade, o que define algo como meu? A resposta pra essas perguntas, por exemplo, não é algo que eu queria ter. Que graça tem estar certo todo o tempo? Toda a emoção da vida vem de interpretar as coisas a seu próprio modo, de sua própria maneira. O conhecimento é um grande poder, de fato. Mas grandes poderes deixam o mundo mais cinza.
É isso que me incomoda, sabe? Eu não sei ao certo até onde o espírito humano se extende. Não falo de espírito como algo religioso ou qualquer coisa assim. Digo de maneira filosófica. Talvez esse próprio texto seja, de uma maneira metalinguística, um exemplo do que eu estou querendo dizer. É sobre o desconhecer desse limite que eu me referia no início do texto, e olha só quanta coisa eu disse desde então, só para introduzir. A consciência me encanta de uma maneira que poucas coisas o fazem. Somos tão pequenos diante do mundo, tão insignificantes, e, mesmo assim, cabem dezenas de mundos dentro de nossas cabeças. Qual é o limite disso? Digo, o quanto eu posso me expandir, por meio de tudo aquilo que permite que eu me expresse, para além do meu próprio limite? Existe algum ponto no qual eu poderia ofuscar outras pessoas? Ou será que é a própria vontade dessas outras pessoas que regula o tamanho da minha influência? Se o poder do espírito de uma pessoa é, ao mesmo tempo, a alegria e a monotonia do mundo para essa pessoa, onde está o limite entre um e outro?
Não sei. E não saber é parte desse espírito. O que sei é que reconhecer isso me faz realmente feliz, e não acho que isso tenha que mudar. Pode até parecer mais do mesmo, essa história da bênção da ignorância, do saber que nada sei. Mas é, de fato, algo muito bonito. Eu não sei, e sei que ninguém sabe. Assim, a consciência humana e o propósito do mundo tornam-se, apenas, histórias. A vida não tem resposta. O universo, provavelmente, também não. Então eu vou fazer o que cabe à consciência fazer. Não é definir o mundo. É contar, da maneira que eu achar mais incrível, o que é o mundo pra mim. O que eu quero é encantar as pessoas que ouvirem essa minha história, porque assim eu sei que elas vão criar histórias ainda mais encantadoras. É aqui que eu vejo propósito em tudo isso. Nas fantasias da minha mente eu quero deixar para as pessoas o meu legado.
É isso que me incomoda, sabe? Eu não sei ao certo até onde o espírito humano se extende. Não falo de espírito como algo religioso ou qualquer coisa assim. Digo de maneira filosófica. Talvez esse próprio texto seja, de uma maneira metalinguística, um exemplo do que eu estou querendo dizer. É sobre o desconhecer desse limite que eu me referia no início do texto, e olha só quanta coisa eu disse desde então, só para introduzir. A consciência me encanta de uma maneira que poucas coisas o fazem. Somos tão pequenos diante do mundo, tão insignificantes, e, mesmo assim, cabem dezenas de mundos dentro de nossas cabeças. Qual é o limite disso? Digo, o quanto eu posso me expandir, por meio de tudo aquilo que permite que eu me expresse, para além do meu próprio limite? Existe algum ponto no qual eu poderia ofuscar outras pessoas? Ou será que é a própria vontade dessas outras pessoas que regula o tamanho da minha influência? Se o poder do espírito de uma pessoa é, ao mesmo tempo, a alegria e a monotonia do mundo para essa pessoa, onde está o limite entre um e outro?
Não sei. E não saber é parte desse espírito. O que sei é que reconhecer isso me faz realmente feliz, e não acho que isso tenha que mudar. Pode até parecer mais do mesmo, essa história da bênção da ignorância, do saber que nada sei. Mas é, de fato, algo muito bonito. Eu não sei, e sei que ninguém sabe. Assim, a consciência humana e o propósito do mundo tornam-se, apenas, histórias. A vida não tem resposta. O universo, provavelmente, também não. Então eu vou fazer o que cabe à consciência fazer. Não é definir o mundo. É contar, da maneira que eu achar mais incrível, o que é o mundo pra mim. O que eu quero é encantar as pessoas que ouvirem essa minha história, porque assim eu sei que elas vão criar histórias ainda mais encantadoras. É aqui que eu vejo propósito em tudo isso. Nas fantasias da minha mente eu quero deixar para as pessoas o meu legado.
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